Carnaval 2019: apuração desta quarta-feira terá mudança em relação ao ano passado

Qual escola de samba será campeã do carnaval 2019 do Rio? A resposta para essa pergunta será divulgada pela Liga Independente das Escolas do Samba (Liesa) nesta quarta a partir das 16h30, quando acontece a apuração do Grupo Especial do Rio de Janeiro. O evento terá transmissão ao vivo da TV Globo. Em 2019, a divulgação das notas terá algumas modificações em relação ao ano passado.

A mudança mais importante diz respeito aos julgadores reservas. Em 2018, seus nomes foram divulgados dias antes da realização dos desfiles e suas notas eram aproveitadas apenas em caso de ausência dos titulares. Neste ano, todos os 54 avaliadores escolhidos assistiram as apresentações em igualdade de condições e um sorteio entre 12h e 13h desta quarta-feira, na sede da Liesa, vai definir quais serão os 36 titulares e os 18 reservas (dois para cada quesito).

No mesmo horário, outro sorteio decidirá a ordem de leitura dos quesitos, que servirá de critério de desempate. Ou seja, se duas escolas chegarem ao fim com a mesma pontuação, quem tiver ido melhor no último quesito leva o título. Se o empate se mantiver, ganha aquelas com as melhores notas no penúltimo quesito e assim por diante, atesta o Extra.

Como acontece tradicionalmente, as escolas serão avaliadas em nove quesitos: alegorias e adereços, bateria, comissão de frente, enredo, evolução, fantasias, harmonia mestre-sala e porta-bandeira e samba-enredo. A cada um deles, serão contabilizadas as quatro notas dos quatro julgadores titulares, com a menor delas sendo desconsiderada no cálculo final. Com diferença decimal, as notas podem variar entre 9 e 10.

O que os julgadores avaliam

Cada quesito abrange diferentes aspectos do desfile, que devem ser avaliados pelos respectivos julgadores segundo critérios pré-definidos. Nesse julgamento, a impressão dos espectadores não deve ser levada em conta. A única exceção prevista no regulamento é comissão de frente, quesito no qual é recomendado ao avaliador considerar a capacidade da comissão “de impactar positivamente o público, no momento da apresentação da Escola”.

É bom lembrar que, além dos pontos perdidos no julgamento, as agremiações podem ser penalizadas pelo descumprimento das chamadas obrigatoriedades – como, por exemplo, o cumprimento do tempo máximo de 75 minutos de desfile. Esse pode ser o caso da Unidos de Vila Isabel, que ultrapassou esse limite em 1 minuto.

Confira a seguir os aspectos que devem ser analisados pelos julgadores:

Alegorias e adereços

Envolve a avaliação dos carros alegóricos, tripés e outros elementos cenográficos sem rodas do desfile. A nota final é formada pelos julgamentos de concepção e realização, cada um correspondendo à metade da pontuação total. Concepção abrange a criatividade e função dentro do enredo dos elementos. Já realização inclui a análise do acabamento e a impressão causada pelas formas, entrosamento e distribuição de materiais e cores nos itens citados, assim como nas fantasias de destaques e figuras de composição dos elementos cenográficos.

Bateria

Aqui, são avaliadas a manutenção e a sustentação da cadência, a “perfeita conjugação dos sons emitidos pelos instrumentos” e a criatividade dos grupos de percussão de cada agremiação.

Comissão de frente

A nota do quesito é formada por duas avaliações, que valem entre 4,5 e 5 pontos cada uma. Uma diz respeito à indumentária e ideia básica da comissão, inclusive sua capacidade de impactar o público. Já a segunda parte do julgamento abrange a plasticidade da apresentação do grupo, a criatividade de sua apresentação e o cumprimento da obrigação de saudar o público e apresentar a escola para espectadores e julgadores.

Enredo

Envolve a avaliação do tema apresentado pela agremiação. A nota final é formada pelos julgamentos de concepção e realização, cada um correspondendo à metade da pontuação total. Concepção abrange a ideia proposta, seu desenvolvimento teórico, clareza, coerência e densidade cultural. Já realização inclui a tradução do tema para a apresentação na avenida na forma de alegorias, fantasias e demais elementos, a apresentação na ordem prevista e a criatividade. Não há obrigatoriedade de enredos ligados a temas nacionais.

Evolução

Estão em jogo nesse quesito a fluência sem correrias ou retrocessos do desfile, a empolgação dos componentes e a coesão do cortejo, que não deve apresentar buracos ou alas emboladas – exceto nos espaços reservados a comissão de frente, mestre-sala e porta-bandeira e nos momentos de entrada e saída da bateria do recuo.

Fantasias

A nota do quesito é formada por duas avaliações, que valem entre 4,5 e 5 pontos cada uma. Uma diz respeito à concepção das peças, observada em função de sua criatividade e importância dentro do enredo. Já a segunda parte do julgamento abrange o acabamento das fantasias, a uniformidade de seus detalhes nas alas (com previsão de penalização nos casos de falta de itens) e a impressão causada por formas, entrosamento e distribuição de materiais e cores nas roupas.

Harmonia

Os julgadores avaliam a igualdade do canto por “puxador” e componentes e a manutenção do tom, com entrosamento entre ritmo e vozes e canto do samba por toda escola.

Mestre-sala e porta-bandeira

Aqui, a beleza da indumentária e sua adequação para dança do casal são avaliados. Além disso, também são observados a realização do bailado em ritmo de samba, com movimentos coordenados que evidenciem a integração do casal e a corte da porta-bandeira pelo mestre-sala. Ele deve proteger e apresentar a bandeira, que ela deve conduzir e manter sempre consigo e desfraldada.

Samba-enredo

É mais um quesito em que a nota é formada por uma dupla avaliação. Metade da pontuação diz respeito à letra do samba, com sua adequação ao enredo, riqueza poética e encaixe com a melodia. O restante da nota é ligado à melodia, com suas características rítmicas, riqueza melódica e capacidade de facilitar canto e dança.

06/03/2019

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