Descobri que tenho diabetes: e agora? Médico explica o que fazer

Quando alguém é diagnosticado com diabetes, a maneira como se reage à notícia pode ser decisiva para a eficácia do tratamento. Pais que descobrem que o filho tem a doença podem alimentar um desespero desnecessário e prejudicial; por outro lado, quando ela se manifesta em adultos, muitas pessoas cometem o erro de apostar tudo em medicamentos em vez de mudar os próprios hábitos de vida.

Estes são os deslizes mais comuns apontados pelo médico endocrinologista Marcelo Tinoco em post publicado no perfil Saúde Honesta no Instagram. Veja a seguir alguns de seus conselhos para lidar com a doença da maneira mais correta, seja em adultos ou crianças.

Diabetes tipo 1: o que fazer?

Este tipo de diabetes é o mais comum em crianças, pois ocorre devido a um processo autoimune que impede o pâncreas de produzir insulina. O diagnóstico tende a causar certa apreensão nos pais, mas qualquer tipo de medo ou trauma só vai atrapalhar a adaptação do filho à nova rotina que precisará adotar.

Como explica o endocrinologista, o diabetes tipo 1 pode apresentar um fenômeno conhecido como “Lua de Mel”, em que o problema simplesmente desaparece por um tempo, mas depois retorna. Isso pode levar os pais a um processo de negação da doença, prejudicando o tratamento contínuo.

Por isso, o médico ressalta que, em vez de tratar a criança como “coitadinha”, é preciso aceitar a doença e incentivá-la a participar de todas as etapas do tratamento: desde o controle da glicose no dedo até as aplicações de insulina.

Como adultos devem lidar com diabetes

No caso dos adultos, o diabetes mais comum é o tipo 2, que acontece quando o pâncreas não dá conta de produzir insulina suficiente para controlar a taxa de glicemia. Está diretamente associada a maus hábitos como sedentarismo e alimentação desregulada.

Mais do que o uso de insulina ou medicamentos, o mais importante nestes casos é adotar um planejamento alimentar adequado e incluir a atividade física na rotina. O endocrinologista Marcelo Tinoco alerta que cair na inocência de que os remédios vão resolver tudo leva ao risco de complicações como cegueira, infarto, insuficiência renal, impotência, amputação, etc.

“No passado, os tratamentos visavam baixar a glicose a todo custo. Hoje, sabemos que muitas das drogas não protegiam os órgãos alvos onde ocorrem as complicações. Temos um verdadeiro arsenal de tratamento para os diabéticos e podemos entregar uma saúde plena, desde que todos estejam em sintonia”, conclui o médico.

03/07/2019

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